PARADA RESPIRATÓRIA
Parada
Respiratória é a supressão súbita dos movimentos respiratórios, que pode ou não
ser acompanhada de parada cardíaca. O centro respiratório encefálico deve
funcionar para haver respiração e para que a frequência e a profundidade
respiratórias sejam adequadas, a fim de controlar os níveis sanguíneos de
dióxido de carbono. Ou seja, a vítima inconsciente não respira, passa ar e
apresenta pulso.
TÉCNICA
DE RESPIRAÇÃO BOCA-A-BOCA
·
Abra
a as vias aéreas (manobra modificada);
·
Feche
as narinas da vítima com seus dedos (indicador e polegar);
·
Inspire
o ar e coloque sua boca com firmeza sobre a boca da vítima, criando um selo
hermético e ventile lentamente (1,5 a 2 segundos) seu ar para dentro dos
pulmões da vítima;
·
Retire
sua boca e deixe o ar sair livremente;
· Repita
a ventilação artificial a cada 5 segundos em adultos, 3 segundos em crianças e
2 segundos Recém-nascidos.
TÉCNICA
DE RESPIRAÇÃO BOCA-BOCA/NARIZ
Utilizada em lactentes (bebês). A técnica segue os mesmos
passos para ventilação boca-a-boca, a colocação da boca do socorrista sobre a
boca e o nariz da vítima e, em seguida, uma ventilação bem lenta (1 a 1,5
segundos), apenas ar das bochechas.
TÉCNICA
DE RESPIRAÇÃO BOCA-MÁSCARA
·
Abra
as vias aéreas empurrando a mandíbula da vítima;
·
Posicione
a máscara sobre a face da vítima, com o ápice, sobre a ponta do nariz e a base
entre os lábios e o queixo;
·
Use
a mão mais próxima do alto da cabeça da vítima para selar a máscara,
pressionando ao longo da borda superior com o indicador e o polegar. Aperte a
borda inferior com o polegar da outra mão;
·
Ponha
os dedos restantes da outra mão que está mais abaixo ao longo da borda óssea da
mandíbula e levante-a. se não houver suspeita de lesão da coluna cervical, faça
inclinação da cabeça- elevação do queixo;
·
Comprima
toda a borda externa da máscara firmemente, para criar um selo hermético;
·
Forneça
respirações de resgate lentas, observando se há expansão torácica.
·
Retire
a boca e deixe o ar sair livremente. O tempo de cada ventilação é o mesmo
descrito na técnica de boca-a-boca (adulto e criança) e boca – nariz
(lactente).
TÉCNICA
PARA VENTILAÇÃO ARTIFICIAL
Alguns acessórios são utilizados na reanimação pulmonar.
A escolha de tais acessórios deve ser adequada a cada caso e sua utilização
deve ser correta.
Os acessórios que podem ser utilizados são:
Cânula
orofaríngea
Dispositivo usualmente feito de plástico, que pode ser
inserido na boca e na faringe da vítima, a fim de sustentar a língua, evitando
o bloqueio das vias aéreas.
O tipo mais comum em APH é o que possui uma abertura no
centro “Guedel”, a fim de permitir a respiração ou acesso fácil para aspiração
bilateral, devendo ser usada em conjunto com o reanimador manual e colocada
apenas em pacientes inconscientes.
Técnica
para seu uso
Escolha o tamanho correto:
·
Adulto:
lóbulo da orelha á comissura labial;
·
Criança
e Lactente: Ângulo da mandíbula a comissura labial.
Cruze os dedos, polegar e indicador,
abrindo a boca da vítima;
Introduza a cânula na posição
correta:
·
Adulto:
Com a extremidade contra o palato, girando-a em 180º;
·
Criança
e Lactente: Com a extremidade contra a língua, sem giro e deslize a cânula até
que a extremidade com rebordo se localize sobre os lábios ou queixo, de forma
que sua curvatura siga o contorno da língua.
·
Use
sempre EPI.
Reanimador manual – Ambú
Equipamento utilizado para ventilar,
artificialmente, a vítima que não apresenta respiração espontânea, podendo
liberar altas concentrações de oxigênio (90 a 100%) quando instalado a uma
fonte (cilindro de oxigênio).
Técnica de ventilação com
bolsa-máscara (Reanimador Manual).
·
Posicione
a vítima corretamente (decúbito dorsal);
·
Posicione-se
próximo à cabeça da vítima (técnica cefálica);
·
Abra
a boca da vítima e coloque a cânula orofaríngea, conforme técnica descrita
anteriormente;
·
Coloque
a máscara do reanimador sobre a face da vítima, com a base entre a
protuberância do queixo e o lábio inferior e a ápice voltada para o nariz;
·
Faça
a vedação com o polegar mantido na porção superior da máscara e o indicador na
porção inferior, comprimindo-a de maneira firme para se obter boa vedação em
toda sua borda;
·
Coloque
os demais dedos ao longo da borda óssea da mandíbula e levante-a ao mesmo tempo
em que a cabeça é inclinada para trás (adulto), a fim de manter as vias aéreas
pérvias. Em lactente e criança muito pequena, deve-se utilizar apenas o dedo
médio sobre a mandíbula, mantendo a cabeça em posição neutra, sem
hiperextensão;
·
Comprima,
com a outra mão, a bolsa principal do reanimador de forma ritmada, uma vez a
cada 5 segundos em adultos e, uma vez a cada 3 segundos em crianças e bebês e
uma vez a cada 2 segundos para recém-nascidos;
·
Observe
durante cada ventilação a expansão torácica, caso esteja ausente ou
insuficiente, reavalie todos os procedimento adotados; e
·
Após
12 ventilações em adulto, 20 ventilações para crianças e 30 ventilações para
recém-nascidos, cerca de 1 minuto, reavalie a vítima (respiração e pulso). Caso
o pulso esteja ausente, inicie a RCP.
·
Use
sempre EPI.