quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Parada Respiratória


PARADA RESPIRATÓRIA

Parada Respiratória é a supressão súbita dos movimentos respiratórios, que pode ou não ser acompanhada de parada cardíaca. O centro respiratório encefálico deve funcionar para haver respiração e para que a frequência e a profundidade respiratórias sejam adequadas, a fim de controlar os níveis sanguíneos de dióxido de carbono. Ou seja, a vítima inconsciente não respira, passa ar e apresenta pulso.

TÉCNICA DE RESPIRAÇÃO BOCA-A-BOCA

·         Abra a as vias aéreas (manobra modificada);

·         Feche as narinas da vítima com seus dedos (indicador e polegar);

·         Inspire o ar e coloque sua boca com firmeza sobre a boca da vítima, criando um selo hermético e ventile lentamente (1,5 a 2 segundos) seu ar para dentro dos pulmões da vítima;

·         Retire sua boca e deixe o ar sair livremente;

·       Repita a ventilação artificial a cada 5 segundos em adultos, 3 segundos em crianças e 2 segundos Recém-nascidos.

TÉCNICA DE RESPIRAÇÃO BOCA-BOCA/NARIZ

            Utilizada em lactentes (bebês). A técnica segue os mesmos passos para ventilação boca-a-boca, a colocação da boca do socorrista sobre a boca e o nariz da vítima e, em seguida, uma ventilação bem lenta (1 a 1,5 segundos), apenas ar das bochechas.

TÉCNICA DE RESPIRAÇÃO BOCA-MÁSCARA

·         Abra as vias aéreas empurrando a mandíbula da vítima;

·         Posicione a máscara sobre a face da vítima, com o ápice, sobre a ponta do nariz e a base entre os lábios e o queixo;

·         Use a mão mais próxima do alto da cabeça da vítima para selar a máscara, pressionando ao longo da borda superior com o indicador e o polegar. Aperte a borda inferior com o polegar da outra mão;

·         Ponha os dedos restantes da outra mão que está mais abaixo ao longo da borda óssea da mandíbula e levante-a. se não houver suspeita de lesão da coluna cervical, faça inclinação da cabeça- elevação do queixo;

·         Comprima toda a borda externa da máscara firmemente, para criar um selo hermético;

·         Forneça respirações de resgate lentas, observando se há expansão torácica.
·         Retire a boca e deixe o ar sair livremente. O tempo de cada ventilação é o mesmo descrito na técnica de boca-a-boca (adulto e criança) e boca – nariz (lactente).

TÉCNICA PARA VENTILAÇÃO ARTIFICIAL

            Alguns acessórios são utilizados na reanimação pulmonar. A escolha de tais acessórios deve ser adequada a cada caso e sua utilização deve ser correta.
            Os acessórios que podem ser utilizados são:

Cânula orofaríngea

         Dispositivo usualmente feito de plástico, que pode ser inserido na boca e na faringe da vítima, a fim de sustentar a língua, evitando o bloqueio das vias aéreas.
            O tipo mais comum em APH é o que possui uma abertura no centro “Guedel”, a fim de permitir a respiração ou acesso fácil para aspiração bilateral, devendo ser usada em conjunto com o reanimador manual e colocada apenas em pacientes inconscientes.

Técnica para seu uso

            Escolha o tamanho correto:
·         Adulto: lóbulo da orelha á comissura labial;

·         Criança e Lactente: Ângulo da mandíbula a comissura labial.
            Cruze os dedos, polegar e indicador, abrindo a boca da vítima;

            Introduza a cânula na posição correta:
·         Adulto: Com a extremidade contra o palato, girando-a em 180º;

·         Criança e Lactente: Com a extremidade contra a língua, sem giro e deslize a cânula até que a extremidade com rebordo se localize sobre os lábios ou queixo, de forma que sua curvatura siga o contorno da língua.
·         Use sempre EPI.

Reanimador manual – Ambú

            Equipamento utilizado para ventilar, artificialmente, a vítima que não apresenta respiração espontânea, podendo liberar altas concentrações de oxigênio (90 a 100%) quando instalado a uma fonte (cilindro de oxigênio).

            Técnica de ventilação com bolsa-máscara (Reanimador Manual).
·         Posicione a vítima corretamente (decúbito dorsal);

·         Posicione-se próximo à cabeça da vítima (técnica cefálica);

·         Abra a boca da vítima e coloque a cânula orofaríngea, conforme técnica descrita anteriormente;

·         Coloque a máscara do reanimador sobre a face da vítima, com a base entre a protuberância do queixo e o lábio inferior e a ápice voltada para o nariz;

·         Faça a vedação com o polegar mantido na porção superior da máscara e o indicador na porção inferior, comprimindo-a de maneira firme para se obter boa vedação em toda sua borda;

·         Coloque os demais dedos ao longo da borda óssea da mandíbula e levante-a ao mesmo tempo em que a cabeça é inclinada para trás (adulto), a fim de manter as vias aéreas pérvias. Em lactente e criança muito pequena, deve-se utilizar apenas o dedo médio sobre a mandíbula, mantendo a cabeça em posição neutra, sem hiperextensão;

·         Comprima, com a outra mão, a bolsa principal do reanimador de forma ritmada, uma vez a cada 5 segundos em adultos e, uma vez a cada 3 segundos em crianças e bebês e uma vez a cada 2 segundos para recém-nascidos;

·         Observe durante cada ventilação a expansão torácica, caso esteja ausente ou insuficiente, reavalie todos os procedimento adotados; e

·         Após 12 ventilações em adulto, 20 ventilações para crianças e 30 ventilações para recém-nascidos, cerca de 1 minuto, reavalie a vítima (respiração e pulso). Caso o pulso esteja ausente, inicie a RCP.
·         Use sempre EPI.

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