quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Reanimação Cardiopulmonar


REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR

       A parada cardiopulmonar ou cessão dos batimentos cardíacos e movimentos respiratórios é uma emergência relativamente frequente.
       A sobrevivência à parada cardiopulmonar depende de uma série de intervenções fundamentais, o reconhecimento imediato dos sinais, acionamento precoce do serviço de emergência e a chegada rápida da equipe de atendimento pré-hospitalar devidamente equipada.
       Como pessoas voluntárias e de conhecimento básico, enquanto socorristas de emergências devemos agir nessa corrente de sobrevivência.
       Na vítima em parada cardiopulmonar o tempo é um fator critico, se a interrupção da respiração, circulação não ultrapassar quatro minutos, ou seja, a RCP for iniciada precocemente a vítima tem maiores chances de sobrevida.

Sinas Determinantes

       Os sinais determinantes da parada cardiopulmonar são: inconsciência sem resposta a qualquer estímulos, ausência de movimentos respiratórios e ausência de pulso.

Parada Cardíaca

O coração para de bombear o sangue e a circulação é interrompida.

Causas da Parada Cardíaca

Distúrbios do ritmo cardíaco (ataque cardíaco) trauma direto no coração e drogas.


ABORDAGEM A VÍTIMA DE PARADA CARDÍACA método C-A-B

       Vítima inconsciente
C- Controle cervical (mão em C) e simultaneamente palpa o pulso carotídeo (pescoço);
- Vítima sem pulso presente.
- Linha dos mamilos, mãos sobrepostas iniciar RCP com 30 compressões torácicas.

A-    Vias aéreas: manobra de elevação do queixo, observar rapidamente a boca caso tiver objetos retirar.(se estiver muito profundo, não retirar pois pode empurrar mais o objeto).

B-    Respiração: se tiver disponível o dispositivo ambú ou máscara boca, insuflar 2 vezes.
30 compressões;
2 ventilações;
5 ciclos.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: se o prestador de primeiros socorros não tiver materiais para ventilar a vítima, recomenda-se somente as compressões torácicas até a chegada do socorro profissional.

Parada Respiratória


PARADA RESPIRATÓRIA

Parada Respiratória é a supressão súbita dos movimentos respiratórios, que pode ou não ser acompanhada de parada cardíaca. O centro respiratório encefálico deve funcionar para haver respiração e para que a frequência e a profundidade respiratórias sejam adequadas, a fim de controlar os níveis sanguíneos de dióxido de carbono. Ou seja, a vítima inconsciente não respira, passa ar e apresenta pulso.

TÉCNICA DE RESPIRAÇÃO BOCA-A-BOCA

·         Abra a as vias aéreas (manobra modificada);

·         Feche as narinas da vítima com seus dedos (indicador e polegar);

·         Inspire o ar e coloque sua boca com firmeza sobre a boca da vítima, criando um selo hermético e ventile lentamente (1,5 a 2 segundos) seu ar para dentro dos pulmões da vítima;

·         Retire sua boca e deixe o ar sair livremente;

·       Repita a ventilação artificial a cada 5 segundos em adultos, 3 segundos em crianças e 2 segundos Recém-nascidos.

TÉCNICA DE RESPIRAÇÃO BOCA-BOCA/NARIZ

            Utilizada em lactentes (bebês). A técnica segue os mesmos passos para ventilação boca-a-boca, a colocação da boca do socorrista sobre a boca e o nariz da vítima e, em seguida, uma ventilação bem lenta (1 a 1,5 segundos), apenas ar das bochechas.

TÉCNICA DE RESPIRAÇÃO BOCA-MÁSCARA

·         Abra as vias aéreas empurrando a mandíbula da vítima;

·         Posicione a máscara sobre a face da vítima, com o ápice, sobre a ponta do nariz e a base entre os lábios e o queixo;

·         Use a mão mais próxima do alto da cabeça da vítima para selar a máscara, pressionando ao longo da borda superior com o indicador e o polegar. Aperte a borda inferior com o polegar da outra mão;

·         Ponha os dedos restantes da outra mão que está mais abaixo ao longo da borda óssea da mandíbula e levante-a. se não houver suspeita de lesão da coluna cervical, faça inclinação da cabeça- elevação do queixo;

·         Comprima toda a borda externa da máscara firmemente, para criar um selo hermético;

·         Forneça respirações de resgate lentas, observando se há expansão torácica.
·         Retire a boca e deixe o ar sair livremente. O tempo de cada ventilação é o mesmo descrito na técnica de boca-a-boca (adulto e criança) e boca – nariz (lactente).

TÉCNICA PARA VENTILAÇÃO ARTIFICIAL

            Alguns acessórios são utilizados na reanimação pulmonar. A escolha de tais acessórios deve ser adequada a cada caso e sua utilização deve ser correta.
            Os acessórios que podem ser utilizados são:

Cânula orofaríngea

         Dispositivo usualmente feito de plástico, que pode ser inserido na boca e na faringe da vítima, a fim de sustentar a língua, evitando o bloqueio das vias aéreas.
            O tipo mais comum em APH é o que possui uma abertura no centro “Guedel”, a fim de permitir a respiração ou acesso fácil para aspiração bilateral, devendo ser usada em conjunto com o reanimador manual e colocada apenas em pacientes inconscientes.

Técnica para seu uso

            Escolha o tamanho correto:
·         Adulto: lóbulo da orelha á comissura labial;

·         Criança e Lactente: Ângulo da mandíbula a comissura labial.
            Cruze os dedos, polegar e indicador, abrindo a boca da vítima;

            Introduza a cânula na posição correta:
·         Adulto: Com a extremidade contra o palato, girando-a em 180º;

·         Criança e Lactente: Com a extremidade contra a língua, sem giro e deslize a cânula até que a extremidade com rebordo se localize sobre os lábios ou queixo, de forma que sua curvatura siga o contorno da língua.
·         Use sempre EPI.

Reanimador manual – Ambú

            Equipamento utilizado para ventilar, artificialmente, a vítima que não apresenta respiração espontânea, podendo liberar altas concentrações de oxigênio (90 a 100%) quando instalado a uma fonte (cilindro de oxigênio).

            Técnica de ventilação com bolsa-máscara (Reanimador Manual).
·         Posicione a vítima corretamente (decúbito dorsal);

·         Posicione-se próximo à cabeça da vítima (técnica cefálica);

·         Abra a boca da vítima e coloque a cânula orofaríngea, conforme técnica descrita anteriormente;

·         Coloque a máscara do reanimador sobre a face da vítima, com a base entre a protuberância do queixo e o lábio inferior e a ápice voltada para o nariz;

·         Faça a vedação com o polegar mantido na porção superior da máscara e o indicador na porção inferior, comprimindo-a de maneira firme para se obter boa vedação em toda sua borda;

·         Coloque os demais dedos ao longo da borda óssea da mandíbula e levante-a ao mesmo tempo em que a cabeça é inclinada para trás (adulto), a fim de manter as vias aéreas pérvias. Em lactente e criança muito pequena, deve-se utilizar apenas o dedo médio sobre a mandíbula, mantendo a cabeça em posição neutra, sem hiperextensão;

·         Comprima, com a outra mão, a bolsa principal do reanimador de forma ritmada, uma vez a cada 5 segundos em adultos e, uma vez a cada 3 segundos em crianças e bebês e uma vez a cada 2 segundos para recém-nascidos;

·         Observe durante cada ventilação a expansão torácica, caso esteja ausente ou insuficiente, reavalie todos os procedimento adotados; e

·         Após 12 ventilações em adulto, 20 ventilações para crianças e 30 ventilações para recém-nascidos, cerca de 1 minuto, reavalie a vítima (respiração e pulso). Caso o pulso esteja ausente, inicie a RCP.
·         Use sempre EPI.

Obstrução de Vias Aéreas


OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS

Entende-se por obstrução de vias aéreas toda situação que impeça total ou parcialmente a entrada de ar para os pulmões.
       Essa situação pode ser por líquidos ou sólidos. Podendo ainda encontra a forma de obstrução por relaxamento da língua em pessoas inconscientes.

Formas de Desobstrução
Ø  Líquidos: A obstrução por líquido é bastante comum em crianças e vítimas de afogamento, o tratamento mais indicado é o rolamento da vítima lateralmente. (cuidado com a coluna cervical, realizar rolamento em mono bloco).

Ø  Sólidos: Identificar-se de frente para vítimas oferecendo ajuda e solicitando para que a mesma force a tosse ou continue tossindo, auxiliando assim o processo para expelir o objeto;
       Posicionando-se atrás da vítima com uma das pernas entre meio às da vítima, ache crista ilíaca deslize até a cicatriz umbilical ou concha. Essa manobra deve ser realizada até a vítima expelir o objeto ou que a mesma fique inconsciente, nesse caso inicie a manobra de Reanimação Cardiopulmonar.
       Lembre-se que em caso de objetos sólidos fazer retirada do mesmo se estiver mais profundo ou de forma que não passa a ser retirada facilmente. Este procedimento pode agravar o estado da vítima empurrando ainda mais o objeto.

Inconsciência

       A obstrução de vias aéreas pelo relaxamento da língua esta entre as causas mais comuns nas vítimas de trauma.
       Deve ser realizada a manobra modificada, que consiste em elevar o queixo da vítima sem que isso provoque movimento na coluna cervical.

Atendimento Inicial a Vítima



PRIMEIROS SOCORROS
ATENDIMENTO INICIAL A VÍTIMA

O objetivo do atendimento inicial a vitima é identificar rapidamente situações que coloquem a vida em risco e que demandem atenção imediata pela equipe que chegou primeiramente na cena do acidente.
Antes de iniciar o atendimento sempre realizar primeiramente sua própria segurança, dos demais presentes e da vítima. Jamais o membro da equipe de socorro deve expor-se a risco com chance de se transformar em uma segunda vítima.
Depois da segurança no local estabelecida, deve-se analisar a cena do acidente. O que aconteceu?Como ele caiu?Ele toma remédio?Etc.
Em seguida, aproxima-se da vítima, pelo lado que estiver voltada a face da mesma, abaixe-se colocando os dois joelhos no chão, imobilizando a cabeça com uma das mãos (controle cervical), identifica-se e pergunta o que aconteceu.

Abordagem Primária

Tem como objetivo identificar e manejar a situações de risco a vida. É feito sem mobilizar a vítima de sua posição inicial.
Sequência da abordagem primária que tem por objetivo o suporte básico a vida.

A abordagem primária para os prestadores de primeiros socorros só é realizada até a letra C. As letras D e E são verificados pelos Socorristas do Siate ou do Samu.

A: vias aéreas
B: respiração
C: circulação
D: neurológico
E: exposição da vítima na ambulância do Siate ou Samu.

Ø  A: vias aéreas (permeáveis ou obstruídas)
Quando a vítima inconsciente, fazer manobra de elevação do queixo.

Ø  B: respiração (checar se a respiração esta presente)

Ø  C: circulação (verificar o pulso da vítima e observar se há alguma grande hemorragia)
 Vítima Consciente - Pulso Radial;
Vítima Inconsciente - Pulso Carotídeo.

Ø  D: neurológico (definir o nível de consciência da vítima se há resposta verbal, força muscular)

Ø  E: exposição (o objetivo da exposição é uma verificação completa de todos os seguintes do corpo da vítima, porém, esta exposição é de responsabilidade do profissional socorrista, habilitado especificando para essa situação).

Cabe ainda lembrar que em locais onde não haja socorro deverá ser providenciado remoção para vítima após o primeiro atendimento. Caso a vítima mude o estado de consciência voltar para o passo A e refazer toda a sequência.

Comunique imediatamente as Centrais do SIATE  193 OU DO SAMU 192.

Curso de Primeiros Socorros


CURSO DE PRIMEIROS SOCORROS 
PONTA GROSSA - PARANÁ
IN COMPANY

INTRODUÇÃO

            O curso de primeiros socorros proporciona ao aluno conhecer situações que ameacem a vida da vítima e revertendo quadros de obstrução de vias aéreas, parada respiratória e parada cardíaca utilizando para isso protocolos atualizados e revistos periodicamente. O aluno recebe uma fundamentação teórica científica e insere os conhecimentos adquiridos na prática em forma de simulados e oficinas.
            Além de o aluno conhecer os protocolos de atendimento inicial como a abordagem primária, recebe também noções de imobilização de fraturas, luxações, tipos de transporte e situações clínicas.
            O curso de primeiros socorros da Emergências Vital Life não utiliza e nem demonstra os materiais utilizados no Atendimento Pré-Hospitalar, mas sim ensina e demonstra a improvisação de materiais e equipamentos para os primeiros socorros de vítimas de qualquer natureza.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Ø  Noções básicas de Anatomia e Fisiologia;
Ø  Avaliação da cena do Acidente;
Ø  Sinais Vitais;
Ø  Atendimento inicial a vítima;
Ø  Obstrução de vias aéreas;
Ø  Parada Respiratória;
Ø  Reanimação Cardiopulmonar;
Ø  Ferimentos;
Ø  Hemorragias;
Ø  Choque;
Ø  Luxações e Fraturas;
Ø  Remoções e Transportes;
Ø  Emergências Clínicas;
Ø  Queimaduras;
Ø  Mordidas e Picadas de animais peçonhentos.

DURAÇÃO

São três opções de carga horária de curso:

Ø  8 horas (um dia);
Ø  16 horas (dois dias);
Ø  24 horas (três dias).

NÚMERO DE VAGAS

Ø  Conforme interesse da empresa.

CERTIFICADO

Ø  Emitido pela Emergências Vital Life em nível de qualificação profissional.

MATERIAL DE APOIO

Ø  Grátis apostila de primeiros socorros- EVL.

LOCAL DO CURSO

Ø  Na própria empresa, para maior assimilação do conteúdo, oficinas e simulados conforme realidade da instituição.

      PROFESSOR
Ø  Helton de Oliveira – ENFERMEIRO SOCORRISTA
                                    COREN-PR: 321873

CONTATO:
Ø  Helton de Oliveira:  42) 9802 7028
Ø  Ana Andressa Muller:  42) 9937 9164


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"A VIDA EM SUAS MÃOS"

Bem Vindos ao Mundo Emergências



EMERGÊNCIAS VITAL LIFE
Cursos e Treinamentos em Pré-Hospitalar

A Emergências Vital Life é uma empresa que presta serviços educacionais em todo o estado do Paraná com cursos na área de Urgência e Emergência no âmbito Pré-Hospitalar.

Em Ponta Grossa prestamos serviços educacionais com o curso de Primeiros Socorros para empresas públicas e privadas, indústrias, colégios e academicas.

Este Blogg foi criado para dar notícias e orientações sobre primeiros socorros, de como dar os primeiros atendimentos em vítimas ou pacientes de qualquer mecanismo de injúria.

Dispomos também de outros cursos e mini cursos.


Coordenador de Cursos:            Helton de Oliveira
                                       ENFERMEIRO SOCORRISTA
                                                COREN-PR:321873

Contato: 42) 9802 7028- Helton


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